domingo, 15 de novembro de 2015

Relações afetivas no divã



Esta palestra do ‪#‎FlavioGikovate‬  no café filósofico é um muito rica e nos convida a "repensarmos" nossa forma de relacionarmos pra não cairmos na velha conduta da "dupla social", ainda mais alimentada pela sociedade do hoje que se encontra rendida ao "desejo". O desejo, como bem colocado, não pode ser a palavra de ordem.

‪#‎MarciaTiburi‬ e ‪#‎GiselleGroeninga‬ também nos coloca que a sociedade em que restringe o essencial à aparência e à super eficiência traz uma visão reducionista do objeto como forma de dominação. 
Como já disse outras vezes, cada vez mais limitamos nosso eu no outro, permeando o superficial que me permito e que me eh permitido, reduzindo o essencial, o cuidado, o olhar. Acho "boring" aquelas "performances de academia" e/ou aqueles 10min de qualidade depois de horas de promessas vãs seguidas do "foi bom pra vc?". O conectar-se, que é tão raro hoje, é justamente o que tanto aprecio. Demorar-se no olhar do outro e permitir-se.
Ainda me assusto quando ouço algumas pessoas dizendo que é pra "segurar o q vier" porque o "tempo" está acabando, e fico pensando que "não me enquadro" neste "o q vier". Não estou desesperada para isso! Como bem constatado, a sociedade hoje possibilita viver nosso "eu" de forma livre e muito bem, sem os ranços preconceituosos, então se for para se envolver tem que ser para agregar, edificar, construir uma relação, não trazer mais desgastes e estresses que a vida já nos impõe naturalmente com nossas obrigações diárias. Nada que uma deliciosa taça de vinho e boas risadas já não nos relaxe! Tem que se adentrar, senão não vale a pena mergulhar e se jogar!
Como dizia ‪#‎CarmitaAbdo‬, as pessoas antes quando atraídas, buscavam o envolvimento e depois, vinculavam- se, no entanto, cada vez mais hoje, as pessoas estão vinculando-se primeiro e só depois, e na grande maioria não, se envolvem. Percebo que nesta sociedade tão frenética as pessoas não querem perder tempo e perdem- se nesta loucura. O cara não "perde mais tempo" em saber de você, ele já inicia uma conversa demonstrando o deu declarado interesse sexual, e se você entra neste jogo, rapidamente o "vínculo" se estabelece e amanhã ninguém liga pra ninguém, simples e gélido assim. De fato, esta instantaneidade pode ser sexy quando se está no mesmo momento, mas confesso que acho uma profunda "falta de criatividade" e, por vezes, maturidade esta aproximação agressiva, gosto de abordagens sutilmente mais inteligentes, mesmo quando estou afim, rs! Deleitar-se sem o afoito fim.
Enfim, falta gentileza, cuidado, pequenos gestos de perceber o outro. E é justamente porque as pessoas estão tão machucadas e/ou com medo que elas preferem não adentrar no universo do outro e ficam no seu confortável habitat seguro. Tivemos a revolução sexual, a liberdade das mulheres, a independência do sexo, mas nos perdemos nas construções das relações, e é neste processo de redefinições que percebo, que neste cenário que hoje me é apresentado, não me disponho a ter pressa!

Links que me inspiraram o refletir: 
https://www.youtube.com/watch?v=iv-nKzqb7D4&feature=youtu.be



As ricas reflexões da #CaterinaKoltai veio corroborar o q há tempos venho pensando sobre as utopias das relações. Como é um tema muito amplo, vai do político ao papel dos pais e das crianças, a partir dos 40min, deixo a dica. Sobre os relacionamentos afetivos, há muito venho percebido e todas as palestras aqui sugeridas vem nos mostrar os conflitos vividos hoje quanto ao papel do homem e da mulher. 

Com discursos contraditórios, ambos vão se desencontrando pelo caminho. Muitas mulheres q dizem que "só querem sexo e não se envolver", aguardam a ligação do cara, ou ficam chateada e indignada quando ele fica com outra pessoa, ainda mais se for do seu vínculo, assim também muitos homens q dizem q "querem namorar" se dispersam rapidamente perdendo o foco e os q "prometem super performace" morrem em apenas alguns minutos de prazer. Este modelo de "mulheres poderosas e independentes sexuais" e de "homens pra casar e máquinas de prazer" estão em análise de todo o mundo. Desta forma estou tentando descomplicar minha vida pessoal, afetiva, sexual de forma a não me armadilhar nas teias dos extremos das ideias de submissão e guerra dos sexos. As diferenças entre o homem e a mulher devem ser respeitadas e aceitas de forma a garantir a igualdade dos direitos e deveres de ambos. Já passei muitos momentos conflituosos do ser ou não ser, aceitar ou não aceitar, fazer ou não fazer, e acredito q todos também encontram seus dilemas diariamente, mas em alguns momentos consigo descomplicar, por mais incompreendida q eu seja por algumas pessoas, mas não as culpo, também por diversas vezes ja o fiz, infelizmente, e não me orgulho disso, afinal ainda carregamos os adestramentos sociais q por anos sofremos ou as imposições destes novos modelos. 

A sociedade encontra-se tão preocupada em traçar seus estigmas quanto ao outro q esquece de cuidar e respeitar os laços das relações estabelecidas q ela possui, caindo na dupla social em todos os seus campos. Enfim, busco respeitar a relação afetiva do outro e não me permito, por mais tentador q seja às vezes, ceder às seduções de pessoas comprometidas porque espero o mesmo respeito por mim, nas minhas relações. Mas também não vou me prender a viver a liberdade q uma vida de solteira permite com outras pessoas também solteiras pra agradar ou não chocar, incomodar... ah, e como já o fiz!

Estou me sentindo cada vez mais livre em mim! E como é bom despir destes medos e amarras sociais! Não quero me fardar destas cobranças ou julgamentos, quero descomplicar e viver o q a vida me oferece, com o "sim" e o "não" q eu me sentir a vontade para dar aquele momento. Diante da minha permanente incompletude, quero buscar sempre, todos os libidos que movem a minha vida, ciente das utopias q não serão alcançadas, mas q não serão por isso frustradas, mas vividas da melhor maneira q foi possível naquele momento se viver.

Mais um link para reflexão:  https://youtu.be/zTYRmSrKqSU


domingo, 29 de dezembro de 2013

2014: Paz e unidade!


Sem dúvida este ano foi regido por manifestações no mundo inteiro, inclusive no Brasil. 

A Europa vivendo uma de suas maiores crises econômicas, os países do oriente buscando suas independências das tiranias, o povo brasileiro querendo uma vida com maior qualidade e justiça, pedindo o fim da corrupção. Este cenário até então com muitos momentos pacíficos também foram regados de violência, vandalismo e mortes por todo o mundo.

Será possível uma guerra sem armas? 



Este ano partiu um dos maiores pacificadores do mundo, Nelson Mandela, o homem que lutou pela  igualdade racial e dedicou toda uma vida a este ideal.


 Também este ano foi marcado pela luta da jovem Malala Yousafzai, uma jovem paquistanesa que enfrentou o regime Talibã pelo direito à educação.


No entanto, esta semana fiquei profundamente triste quando vi a África mais uma vez dizimar milhares de seus filhos em mais uma de suas guerras civis. Estas barbáries no Sudão do Sul já acontecem há muitos anos, inclusive a história do pastor Sam Childers que defende a mão armada a vida de toda uma aldeia já até virou filme. Huanda, Sudão, Somália e tantos outros países esquecidos em seus conflitos religiosos, étnicos, políticos e econômicos. Um continente tão pobre, onde o cinturão de escassez deveria unir ainda mais as pessoas que ali vivem para buscarem a sobrevivência de seu povo, atrocidades são realidades diárias.

Egito, a Tunísia entre outros  estão vendo fenecer sua primavera árabe (2010). Ataque químico na Síria culminou na morte de milhares de pessoas, entre elas, centenas de crianças.

O número de refugiados de guerra no mundo cresce assustadoramente a cada ano, segundo a ONU são 32 milhões atualmente. Só no Quênia existem 02 campos de refugiados, um que abriga os oriundos do Sudão (Kakuma), outro da Somália (Dadaab). E quantos outros mais campos que abrigam pessoas da Faixa de Gaza, da Síria, do Afeganistão e tantos outros povos. E quem promove a guerra??? Nós mesmos...

Precisamos mudar este cenário. Não podemos mais aceitar esta banalização da vida, esta falta de amor ao próximo. Que no próximo ano, mais guerreiros sem armas, mas com almas impulsionem mais lutas, só que em prol à vida, à solidariedade, à igualdade.

Que venha 2014! Amor , unidade, paz e bem! 



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Lado a Lado: prêmio Emmy



Primeiramente, gostaria de parabenizar a atriz Fernanda Montenegro pela premiação do 41º Emmy Internacional. Mas a dama do teatro e televisão brasileira dispensa qualquer post, já que a forma com que consegue expressar uma imensidão sem precisar de grandes movimentos, apenas com o olhar, encanta a todos.

Sobre a novela Avenida Brasil, que também concorreu ao Emmy, digo que foi uma das novelas mais envolventes do nosso país, capaz de mobilizar uma multidão na saga que se passava no lixão e no subúrbio. Trouxe uma nova realidade para o horário nobre. Tem todos os méritos por sua audaciosa trama. 

Apenas um parêntese para aquelas pessoas que se dizem "cultas" por não assistirem novelas, mas, em muitos casos, estas mesmas se prendem a séries americanas de 10 anos ou ficam vendo vídeos de stand up comedians na internet por horas diariamente. Não estou querendo comparar nada aqui. Amo séries e stand ups, mas não me prendo a rótulos. Acho que é o vício que nos faz perder o bom senso das boas escolhas. Se o que estamos vendo não é bom, indiferente do que seja, vamos fazer outra coisa, mudar a programação, sem relutar ou sofrer. Acredito que temos apenas que estar abertos ao que bom nos é apresentado, indiferente do tipo de expressão artística, e se soubermos manter nosso olhar crítico e desapegado não nos alienaremos (como tanto dizem e temem!!!).

Mas hoje meu post veio em um momento para me redimir, já que na época da novela Lado a Lado quis muito, mas não tive como fazer minhas "deliciações" a seu respeito. Gostaram da nova palavra? Pois é assim exatamente que descrevo este post. 

A novela Lado a Lado não foi apenas uma novela de época, que em geral, são muito belas e muito bem produzidas. Mas ela encantou com a história de duas mulheres que estavam a frente do seu tempo, buscando escrever suas próprias vidas, rompendo as correntes de uma sociedade preconceituosa e conservadora. Nos links coloco partes da novela relacionadas com o tema, deleitem-se!

A história contada pós abolição mostra como os grilhões sociais ainda eram impostos aos negros. Para a construção do centro do Rio de Janeiro,  muitas famílias tiveram que deixar suas casas e irem para os morros, sem qualquer condição de saneamento e infra-estrutura. Surgiam as primeiras favelas que conhecemos hoje.

A vinda do samba para o Brasil, a prática da capoeira e sua divulgação, a mulher no mercado de trabalho, a entrada do negro para o futebol, um esporte até então para brancos da elite, o peso do divórcio para a mulher, o preconceito com as mulheres escritoras, e as lutas sociais desta época foram conduzidas magistralmente. A história do Brasil foi exibida de uma forma que acredito aproximar mais que a estudada, se estudada, nas escolas. 

A novela era rica em trazer personagens importantes da história, que talvez, não tenham seu devido reconhecimento na memória do país, entre eles, José Cândido e Júlia Lopes. 

A escritora Júlia Lopes de Almeida e romancista, é citada na novela por não ter sido escolhida para a cadeira da Academia de Letras apesar de ter participado de sua criação. Uma mulher que rompeu com padrões predominantes de comportamento de uma época, como bem descrito em um artigo da UERJ, que inclusive traz uma frase interessante do francês Marc Bloch: "Os homens [e as mulheres] parecem-se mais como seu tempo que com os seus pais". Neste texto da UERJ também traz o ocorrido: 
"... fins do XIX viabilizaram a sua participação nas discussões que antecederam a criação da Academia Brasileira de Letras, em 1897, sob a liderança de Machado de Assis. E também a inclusão de seu nome na lista prévia dos que comporiam a instituição publicada por Lúcio de Mendonça (1854-1909). Contudo, na listagem final Júlia Lopes de Almeida foi substituída por seu marido, o poeta cronista, jornalista, teatrólogo Filinto de Almeida, sob a alegação «de que na Academia Francesa – modelo da nascente agremiação – não era consentida a entrada de mulheres»."

A Revolta da Chibata também é retratada por um dos personagens, onde duras condições de trabalho eram impostas aos marinheiros de baixa patente, além de castigos físicos, como a prática de chibatadas. O marujo negro João Cândido, um dos principais líderes marinheiros que foi preso, mesmo após o governo ter aceitado as condições dos marinheiros e a revolta acabada. Somente ele e outro marinheiro, João Avelino, sobreviveram a prisão na Ilha das Cobras, como descrito no site do Projeto Memória em um relato do João Cândido: "A pretexto de desinfetar o cubículo, jogaram água com bastante cal... o líquido, no fundo da masmorra, se evaporou, ficando a cal. A princípio, ficamos quietos para não provocar poeira. Pensamos resistir os seis dias de solitária com pão e água. Mas o calor, ao cair das 10 horas, era sufocante. Gritamos. As nossas súplicas foram abafadas pelo rufar dos tambores. Tentamos arrebentar a grade... Nuvens de cal se desprendiam do chão e invadiam os nossos pulmões, sufocando-nos. A escuridão, tremenda. A única luz era um candeeiro a querosene. Os gemidos foram diminuindo, até que caiu o silêncio dentro daquele inferno”. Quando a solitária foi aberta, no dia 27 de dezembro, segundo João Cândido, os corpos beiravam a podridão. Os cadáveres foram retirados, a cela foi lavada, desinfetada e os sobreviventes, João Cândido e o soldado naval João Avelino Lira, jogados novamente na prisão. A causa da morte dos dezesseis, segundo o laudo oficial, foi por “insolação”.

A atriz Marjorie Estiano deu uma entrevista super interessante sobre o seu personagem, que eu confesso que amei, e o papel da mulher na sociedade hoje, que apesar de nos parecer tudo já conquistado, ainda não temos nosso devido valor em nossos papéis. 

A história de nosso país enlaçada com a trama da novela trazia uma leveza na seriedade dos fatos políticos e sociais de uma época, que em muito podemos refletir para a nossa atualidade. 

A química dos personagens, um elenco magistral e a produção delicada e impecável tornaram esta novela linda e inesquecível. Que muitas outras venham com tamanha qualidade e genialidade! 

domingo, 17 de novembro de 2013

A magia do Escher




Acabou hoje a exposição "Magia do Escher", do artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, que atraiu multidões ansiosas para entrar em um mundo que nos encanta pelos efeitos de ilusão de óptica, capaz de nos deslumbrar nas diferentes perspectivas de seus planos, na geometria que vai se construindo em uma metamorfose, na beleza e projeções dos cristais e espelhos, e na delicadeza da litografia (arte na pedra) e da xilografia (arte na madeira). 



Incrível a janela do impossível onde um gato, um livro e uma cadeira podem se apresentar em situações diferentes dependendo da referência na qual é observado.




Amei a forma interativa que Escher criou para aproximar o observador da sua arte. Tirou a "seriedade" das galerias para a magia de seu mundo. Talvez por isso que esta magia tenha contaminado a todos que por lá passavam e saiam maravilhados.



Cine Holliúdy: cinema nacional

Assisti o filme "Cine Holliúdy" e me encantei pelo humor bem elaborado, a partir de uma história simples e leve, sem grandes efeitos e custos cinematográficos, mas que vai nos conduzindo a um olhar apaixonado pela 7ª arte: o cinema.  A história de um "cabra" idealizador que, juntamente com sua família, enfrenta todas as adversidades, desde a pobreza, perpassando pela política e culminando no maior de todos os seus obstáculos, a chegada da TV nas cidades do interior do Ceará, para viverem a partir do que amam fazer: levar para as pessoas, através dos rolos de filmes, a magia da sala de uma cinema.

Um parabéns especial ao elenco e a característica peculiar de cada personagem, que nos apresentava a cultura cearense e a realidade da década de 70, sob a excelente condução da direção que terminou a história deixando um gostinho de quero mais. 

Um Ceará, um Brasil dos "Brasils" que compõem nosso Brasil. Como relatado no filme, das 184 cidades do Ceará, apenas 04 possuem cinema. Isso me lembra minha cidade, Manhuaçu, e suas indas e vindas do cinema na cidade. Eu não cresci indo ao cinema, mas a TV estava lá presente no cotidiano familiar. Hoje agradeço por morar em Belo Horizonte e ter a oportunidade de me deleitar com as histórias contadas pelo cinema, assim como fico feliz pelo cinema hoje se fazer presente em minha cidade. O cinema traz um encantamento a partir de uma tela enorme, que nos envolve e nos conduz ao seu universo particular, ao qual não mais faz diferença o quão possível ele seja. 

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domingo, 3 de novembro de 2013

Quem somos nós?


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Acabei de assistir o filme: "Quem somos nós? Uma nova evolução", que já estava aqui emprestado do meu amigo há algum tempo, e como acredito que tudo tem sua hora, justamente neste momento de "repensar" sobre a vida e a espiritualidade, assisti este filme. 

Físicos, teólogos, médicos, neurocientistas, filósofos apresentavam de forma bem interessante a visão da ciência e filosofia. São eles: Dr. David Albert (Columbia University), Joseph Dispenza (Life University), Dr. Masaru Emoto (IHMC - Florida Institute for Human & Machine Cognition), Amit GOswami (PhD - University of Oregon), John Hagelin (PhD, especialista na grande unificação dos campos), Stuart Hameroff (MD, Arizona), Miceal Ledwith (Ireland), Lynne Mctaggart (jornalista UK e US, escritora do livro: O campo), Dr. Daniel Monti (Jefferson University), Andrew Newberg (University Candance Pert of Pennsylvania), Dean Radin (PhD, Sonoma State University), Ramtha (Ramtha School), Jeffrey Satinover (Yale University), William Tiller (PhD, professor eméritus Stanford University, Alan Wolf (PhD, UCLA).

A partir das teorias da Física Quântica: entrelaçamento, superposição, dualidade onda-partícula, e condensação estes pensadores vão tecendo possibilidades de como isso transcende para a consciência, e como a consciência pode interferir ou atuar nestes processos. 

O legal do filme, que apesar de demonstrar uma clara tendência da Filosofia da Iluminação, ela permite nos extras mais de 20 minutos para o físico Dr. David Albert (Columbia University) fazer suas colocações contrárias às teorias sugeridas pelo filme. Não há um consenso na Física Quântica nas inúmeras propostas e teorias que temos hoje. Mostrando uma versão mais cética do "poder" da consciência, e resume a vida às equações matemáticas. Sendo assim, ele não acredita que a ciência e consciência podem convergir em algum momento. E apesar de ser muito mais "bonito e consolador" pensarmos que controlamos algumas coisa, todas as evidências científicas mostraram ao contrário, citando Galileu (Terra não é o centro do mundo) e Darwin (origem das espécies), uma realidade mais crua. Mas uma coisa foi realmente comprovado, rebatendo a Física Clássica, que acreditava que o observador era um agente passivo, que seria possível observarmos qualquer fenômeno sem interferi-lo, com o avanço tecnológico. A Física Quântica nos mostrou que o "observador" não é passivo e interfere, mesmo que de uma forma minimizada, no fenômeno, citando o experimento que um feixe de elétrons ao atravessar duas fendas, comporta-se como uma onda, e não como uma partícula, mas quando observado, comportou-se como partícula. 

Sugiro não assisti-lo de uma só vez. Assim como não gosto de ler um bom livro tão rapidamente, quis repetir trechos, e pensar sobre eles. É como um bom vinho. Para degustá-lo melhor, tem que apreciá-lo a cada gole. São tantos nuances, devaneios e informações, que pode-se perder ou perdê-los se não parar para observá-los. 

No filme não há "muita" coisa diferente do que já pensava, e que é dito em tantos meios, seja científicos, religiosos, filosóficos. Um exemplo é o pensamento de que "somos o que mais alimentamos em nós", uma filosofia que sempre carreguei comigo, e que aqui se apresenta com outras palavras. No entanto, nem sempre nos permitimos parar para nos analisarmos, nos auto-conhecer. Na correria e vícios diários perdermos nossa consciência do "eu", ligamos o nosso "automático", a ponto de nem percebermos do que estamos nos alimentando.

Ao contrário do que é dito no filme, que as religiões aprisionam a consciência, eu acredito que elas acorrentam, assim como qualquer outra filosofia/modo de vida que você  permite que lhe "roubem", como já me expressei aqui em outro post. Sendo assim, hoje vejo a religião muito mais como um lugar onde desenvolvo minha espiritualidade, minha "iluminação", que dogmas e ritos, apesar de compreender e respeitar suas importâncias. 

Acredito que este filme não será bem visto para os radicais religiosos ou para os racionalistas e Fisicalistas. Todavia, como em tudo na vida, sempre penso que temos que ter um olhar crítico para o que nos é apresentado, e estarmos abertos para absorvermos o que é bom, o que pode nos edificar, nos fazer bem. Então, indiferente do que se acredita ou professa, existe alguns pontos que achei interessante para refletir:

"...

Nós não aprendemos a sermos observadores. Cada um de nós afeta a realidade do mundo que vemos, mesmo se tentarmos esconder isso e fazermos de vítimas. Está tudo entrelaçado em um grande campo de energia. 

A questão é: até onde você vai descer à toca do coelho? Alice quando desceu à toca, encontrou o Chapeleiro, a representação da loucura, mas da libertação da consciência dela mesma.

As superposições das possibilidades estão em seu subconsicente. Planeje o futuro ou jogue um pensamento à sua frente.

No estudo do Sr. Masaru Emoto, Mensagem da Água, ao analisar a estrutura molecular da água e o que a interfere, fotografou com um microscópio como ela reagiu a eventos não-físicos. A partir de estímulos mentais, como a benção de um padre, palavras de amor, agradecimento coladas em uma garrafa de água destilada e a congelava, mostraram que os cristais das águas formados eram muito mais bonitos do que antes destes eventos, e os cristais referentes à palavras como morte e raiva, eram muito assustadores. Sabendo que grande parte do nosso corpo é água, se os pensamentos podem fazer isso com a água, imagine o que os nossos pensamentos podem fazer conosco?

A maneira como observamos o mundo ao nosso redor é o que retorna para nós. A razão pela qual minha vida não tem alegria, felicidade e plenitude, é porque meu foco não tem estas coisas. Tenho uma mentalidade de vítima? Se eu continuo tendo azar, acidentes e tragédias, talvez seja porque minha mentalidade está basicamente regulada para aceitar que a vida é assim. E assim vai acontecer. Por que eu não consigo alcançar aquelas coisas? Fundamentalmente por falta de foco. Perde-se a atenção 6 a 10 segundos por minuto. Os antigos usavam a chama da vela para meditação. Focar em um canal estreito aumenta a densidade de energia. 

Como podemos dizer que estamos vivendo, se apenas estamos repetindo nossos vícios e programações diárias? É importante reprogramarmos, permitirmos coisas novas para nosso autoconhecimento. Não há pecado. Errar fazer parte do tentar, do autoconhecer. Mas somos responsáveis pelos nossos atos, pelas consequências de nossas escolhas. E elas interferirão no todo. Então é preciso bom senso e iluminação. 

Deus não é aquela figura distante, que fica a escrever nossos pecados. Ele é absoluto. Ele está em nós. Portanto, somos criaturas Divinas. Estamos emergidos em um mar de energia que rege todos os universos.

E por que não fazemos estas coisas? Porque nós ainda não acreditamos que podemos fazer isto. E isso interfere em nossa rotina de vícios pessoais, que nos define. Nunca tivemos tempo de nos importarmos com nada mais que nossas necessidades viciantes. A medida que alimentamos nossos vícios, menos vamos sentindo seu efeito, e as novas células aumentam seus receptores para estes vícios, diminuindo todos os outros canais da célula. Da mesma forma, à medida que vamos repetindo as mesmas ações, nossas redes neurais vão sendo formadas, entrando em um estado de "automático", sendo necessário fazer outras atividades, outros estímulos para que novas formações neurais sejam criadas: neuroplasticidade. 

O mundo macroscópico, o mundo celular e o mundo atômico são diferentes mundos, com suas diferentes níveis de verdades que se completam.  O nível da verdade mais profundo é para os cientistas e filósofos a verdade fundamental do que eu e você somos, a do subnível nuclear/subatômica, o entrelaçamento.
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