domingo, 17 de novembro de 2013

A magia do Escher




Acabou hoje a exposição "Magia do Escher", do artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, que atraiu multidões ansiosas para entrar em um mundo que nos encanta pelos efeitos de ilusão de óptica, capaz de nos deslumbrar nas diferentes perspectivas de seus planos, na geometria que vai se construindo em uma metamorfose, na beleza e projeções dos cristais e espelhos, e na delicadeza da litografia (arte na pedra) e da xilografia (arte na madeira). 



Incrível a janela do impossível onde um gato, um livro e uma cadeira podem se apresentar em situações diferentes dependendo da referência na qual é observado.




Amei a forma interativa que Escher criou para aproximar o observador da sua arte. Tirou a "seriedade" das galerias para a magia de seu mundo. Talvez por isso que esta magia tenha contaminado a todos que por lá passavam e saiam maravilhados.



Cine Holliúdy: cinema nacional

Assisti o filme "Cine Holliúdy" e me encantei pelo humor bem elaborado, a partir de uma história simples e leve, sem grandes efeitos e custos cinematográficos, mas que vai nos conduzindo a um olhar apaixonado pela 7ª arte: o cinema.  A história de um "cabra" idealizador que, juntamente com sua família, enfrenta todas as adversidades, desde a pobreza, perpassando pela política e culminando no maior de todos os seus obstáculos, a chegada da TV nas cidades do interior do Ceará, para viverem a partir do que amam fazer: levar para as pessoas, através dos rolos de filmes, a magia da sala de uma cinema.

Um parabéns especial ao elenco e a característica peculiar de cada personagem, que nos apresentava a cultura cearense e a realidade da década de 70, sob a excelente condução da direção que terminou a história deixando um gostinho de quero mais. 

Um Ceará, um Brasil dos "Brasils" que compõem nosso Brasil. Como relatado no filme, das 184 cidades do Ceará, apenas 04 possuem cinema. Isso me lembra minha cidade, Manhuaçu, e suas indas e vindas do cinema na cidade. Eu não cresci indo ao cinema, mas a TV estava lá presente no cotidiano familiar. Hoje agradeço por morar em Belo Horizonte e ter a oportunidade de me deleitar com as histórias contadas pelo cinema, assim como fico feliz pelo cinema hoje se fazer presente em minha cidade. O cinema traz um encantamento a partir de uma tela enorme, que nos envolve e nos conduz ao seu universo particular, ao qual não mais faz diferença o quão possível ele seja. 

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domingo, 3 de novembro de 2013

Quem somos nós?


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Acabei de assistir o filme: "Quem somos nós? Uma nova evolução", que já estava aqui emprestado do meu amigo há algum tempo, e como acredito que tudo tem sua hora, justamente neste momento de "repensar" sobre a vida e a espiritualidade, assisti este filme. 

Físicos, teólogos, médicos, neurocientistas, filósofos apresentavam de forma bem interessante a visão da ciência e filosofia. São eles: Dr. David Albert (Columbia University), Joseph Dispenza (Life University), Dr. Masaru Emoto (IHMC - Florida Institute for Human & Machine Cognition), Amit GOswami (PhD - University of Oregon), John Hagelin (PhD, especialista na grande unificação dos campos), Stuart Hameroff (MD, Arizona), Miceal Ledwith (Ireland), Lynne Mctaggart (jornalista UK e US, escritora do livro: O campo), Dr. Daniel Monti (Jefferson University), Andrew Newberg (University Candance Pert of Pennsylvania), Dean Radin (PhD, Sonoma State University), Ramtha (Ramtha School), Jeffrey Satinover (Yale University), William Tiller (PhD, professor eméritus Stanford University, Alan Wolf (PhD, UCLA).

A partir das teorias da Física Quântica: entrelaçamento, superposição, dualidade onda-partícula, e condensação estes pensadores vão tecendo possibilidades de como isso transcende para a consciência, e como a consciência pode interferir ou atuar nestes processos. 

O legal do filme, que apesar de demonstrar uma clara tendência da Filosofia da Iluminação, ela permite nos extras mais de 20 minutos para o físico Dr. David Albert (Columbia University) fazer suas colocações contrárias às teorias sugeridas pelo filme. Não há um consenso na Física Quântica nas inúmeras propostas e teorias que temos hoje. Mostrando uma versão mais cética do "poder" da consciência, e resume a vida às equações matemáticas. Sendo assim, ele não acredita que a ciência e consciência podem convergir em algum momento. E apesar de ser muito mais "bonito e consolador" pensarmos que controlamos algumas coisa, todas as evidências científicas mostraram ao contrário, citando Galileu (Terra não é o centro do mundo) e Darwin (origem das espécies), uma realidade mais crua. Mas uma coisa foi realmente comprovado, rebatendo a Física Clássica, que acreditava que o observador era um agente passivo, que seria possível observarmos qualquer fenômeno sem interferi-lo, com o avanço tecnológico. A Física Quântica nos mostrou que o "observador" não é passivo e interfere, mesmo que de uma forma minimizada, no fenômeno, citando o experimento que um feixe de elétrons ao atravessar duas fendas, comporta-se como uma onda, e não como uma partícula, mas quando observado, comportou-se como partícula. 

Sugiro não assisti-lo de uma só vez. Assim como não gosto de ler um bom livro tão rapidamente, quis repetir trechos, e pensar sobre eles. É como um bom vinho. Para degustá-lo melhor, tem que apreciá-lo a cada gole. São tantos nuances, devaneios e informações, que pode-se perder ou perdê-los se não parar para observá-los. 

No filme não há "muita" coisa diferente do que já pensava, e que é dito em tantos meios, seja científicos, religiosos, filosóficos. Um exemplo é o pensamento de que "somos o que mais alimentamos em nós", uma filosofia que sempre carreguei comigo, e que aqui se apresenta com outras palavras. No entanto, nem sempre nos permitimos parar para nos analisarmos, nos auto-conhecer. Na correria e vícios diários perdermos nossa consciência do "eu", ligamos o nosso "automático", a ponto de nem percebermos do que estamos nos alimentando.

Ao contrário do que é dito no filme, que as religiões aprisionam a consciência, eu acredito que elas acorrentam, assim como qualquer outra filosofia/modo de vida que você  permite que lhe "roubem", como já me expressei aqui em outro post. Sendo assim, hoje vejo a religião muito mais como um lugar onde desenvolvo minha espiritualidade, minha "iluminação", que dogmas e ritos, apesar de compreender e respeitar suas importâncias. 

Acredito que este filme não será bem visto para os radicais religiosos ou para os racionalistas e Fisicalistas. Todavia, como em tudo na vida, sempre penso que temos que ter um olhar crítico para o que nos é apresentado, e estarmos abertos para absorvermos o que é bom, o que pode nos edificar, nos fazer bem. Então, indiferente do que se acredita ou professa, existe alguns pontos que achei interessante para refletir:

"...

Nós não aprendemos a sermos observadores. Cada um de nós afeta a realidade do mundo que vemos, mesmo se tentarmos esconder isso e fazermos de vítimas. Está tudo entrelaçado em um grande campo de energia. 

A questão é: até onde você vai descer à toca do coelho? Alice quando desceu à toca, encontrou o Chapeleiro, a representação da loucura, mas da libertação da consciência dela mesma.

As superposições das possibilidades estão em seu subconsicente. Planeje o futuro ou jogue um pensamento à sua frente.

No estudo do Sr. Masaru Emoto, Mensagem da Água, ao analisar a estrutura molecular da água e o que a interfere, fotografou com um microscópio como ela reagiu a eventos não-físicos. A partir de estímulos mentais, como a benção de um padre, palavras de amor, agradecimento coladas em uma garrafa de água destilada e a congelava, mostraram que os cristais das águas formados eram muito mais bonitos do que antes destes eventos, e os cristais referentes à palavras como morte e raiva, eram muito assustadores. Sabendo que grande parte do nosso corpo é água, se os pensamentos podem fazer isso com a água, imagine o que os nossos pensamentos podem fazer conosco?

A maneira como observamos o mundo ao nosso redor é o que retorna para nós. A razão pela qual minha vida não tem alegria, felicidade e plenitude, é porque meu foco não tem estas coisas. Tenho uma mentalidade de vítima? Se eu continuo tendo azar, acidentes e tragédias, talvez seja porque minha mentalidade está basicamente regulada para aceitar que a vida é assim. E assim vai acontecer. Por que eu não consigo alcançar aquelas coisas? Fundamentalmente por falta de foco. Perde-se a atenção 6 a 10 segundos por minuto. Os antigos usavam a chama da vela para meditação. Focar em um canal estreito aumenta a densidade de energia. 

Como podemos dizer que estamos vivendo, se apenas estamos repetindo nossos vícios e programações diárias? É importante reprogramarmos, permitirmos coisas novas para nosso autoconhecimento. Não há pecado. Errar fazer parte do tentar, do autoconhecer. Mas somos responsáveis pelos nossos atos, pelas consequências de nossas escolhas. E elas interferirão no todo. Então é preciso bom senso e iluminação. 

Deus não é aquela figura distante, que fica a escrever nossos pecados. Ele é absoluto. Ele está em nós. Portanto, somos criaturas Divinas. Estamos emergidos em um mar de energia que rege todos os universos.

E por que não fazemos estas coisas? Porque nós ainda não acreditamos que podemos fazer isto. E isso interfere em nossa rotina de vícios pessoais, que nos define. Nunca tivemos tempo de nos importarmos com nada mais que nossas necessidades viciantes. A medida que alimentamos nossos vícios, menos vamos sentindo seu efeito, e as novas células aumentam seus receptores para estes vícios, diminuindo todos os outros canais da célula. Da mesma forma, à medida que vamos repetindo as mesmas ações, nossas redes neurais vão sendo formadas, entrando em um estado de "automático", sendo necessário fazer outras atividades, outros estímulos para que novas formações neurais sejam criadas: neuroplasticidade. 

O mundo macroscópico, o mundo celular e o mundo atômico são diferentes mundos, com suas diferentes níveis de verdades que se completam.  O nível da verdade mais profundo é para os cientistas e filósofos a verdade fundamental do que eu e você somos, a do subnível nuclear/subatômica, o entrelaçamento.
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